segunda-feira, 14 de maio de 2012

Pela estrada do Norte até Santa Catarina... e mais além

Depois de um Sábado de sol... um Domingo de chuva :(
Começou a chover perto das 9h da manhã e foi o dia todo. No entanto, meti-me no carro e fiz-me à estrada. Mesmo a chover está calor e o passeio vale sempre a pena.

Assim, aqui ficam as fotos desse passeio quase sempre à beira mar.
Saindo da cidade de São Tomé, passamos por várias povoações mas a primeira cidade a aperecer é a cidade de Guadalupe

O monumento que identifica a cidade

O posto de saúde
A estrada à saída de Guadalupe, que segue para a Lagoa Azul em direção a Neves e Santa Catarina


A estrada do Norte presenteia-nos com uma vista sempre à beira mar lindissima.
As praias a norte não têm areia, apenas pedra de origem vulcanica
As pirogas sempre prontas para se fazerem ao mar mas hoje o mar não estava para peixe... :(
A estrada sempre com os seus buracos...











Uma pequena povoação à beira da estrada, perto do que resta de um pontão
 A fábrica de cerveja são tomense, Rosema, em Neves.

Neves a das cidades costeiras mais importantes da Ilha
Mesmo a chover, estava toda a gente na rua.












A rua que atravessa a cidade, aqui um pouco mais vazia.









 

 Depois de passar uma roça que já conheceu melhores dias, voltamos a percorrer a estrada lado a lado com o mar
Que não estava nada calminho nem convidativo!
 Mesmo à beira da estrada encontramos uma linda cascata! :)
E a estrada continua ao fundo do tunel! :)
Aqui a estrada está em muito boas condições, praticamente não há buracos!
 Ainda antes de chegarmos a Santa Catarina, é possivel ver da estrada parte da roça Diogo Vaz
 Aqui talvez sejam estufas, ou secadores?...
 Alguns dos edificios da roça
E ao fundo a casa grande
 E chegamos a Santa Catarina - a zona junto à praia.
Novamente as pirogas junto à água
 As casas construidas na berma da estrada
E o povo na rua, mesmo estando a chover :)
 Depois de Santa Catarina, fui até Ponta Furada.
No caminho, a ponte sobre o rio Lambá, onde uns leitõezinhos passeavam alegremente :)
 O rio Lambá
 A estrada até Ponta Furada
 O que sobrou da árvore...
 Em Ponta Furada,um familia suína atavessou à frente do carro mas só depois de eu parar o carro. Eles esperaram para ver se podíam passar!
 Mais uma praia na costa noroeste da ilha. Como é caracteristico da zona norte, nada de areia, só pedra.
Novamente,os animais a passearem na estrada ou na berma. Desta vez são cabras
 Já no caminho e volta e depois de passar Santa Catarina, heis que vejo o autocarro partir em direcção à capital! :)
Sim, não me enganei: é o autocarro.
 Mais uma baía
 E a estrada que se abre à minha frente! :)
Destroços de um barco encalhado na praia.Há muitos em volta da ilha.












E assim terminou o passeio nesta tarde de chuva.
Fiquei a conhecer mais um pouco da ilha, das gentes... tão bonito, tão pobre... mas haja alegria porque nem a chuva os molesta! :)
Ciao

domingo, 13 de maio de 2012

Começamos pela cascata de São Nicolau...

Sábado.
Manhã na psicina, a apanhar sol, a por a leitura em dia, a descançar...
De tarde, e uma vez que o tempo está a colaborar, uma volta até ao interior da ilha para tentar descobrir a cascata de São Nicolau. Já tenho mapa, é verdade, mas a ver se dava com o caminho... À primeira! ;) (quem sai aos seus... né pai? )

Depois de chegar ao fim da Estrada Nacional 3, segui em frente por um trilho todo-o-terreno (conduzir aqui pode tornar-se cansativo mas tem sido um desafio bastante interessante!) e tive que parar apenas quando a cascata apareceu imponente à minha frente!

O trilho que leva até à cascata
 A natureza à volta do trilho
A mata é cerrada

Se não fosse pelas especies diferentes, ainda pensava que estava na Serra de Sintra! :)
 É lindo! E tranquilo...
Algo para tornar o caminho mais interessante...
A cascata de São Nicolau.
A queda da água é impressionante. E é de tal forma intenssa que há como que um vapor d'água a pairar no ar, mesmo à distância a que me encontrava.
Uma versão  mais "aveludada" da cascata.
Eu não sou muito boa a avaliar distâncias nem alturas ou comprimentos mas a cascata deve equivaler a um prédio de 3, 4 andares..
 Alguns promenores da cascata:
o ínicio da precepitação
 A meio da cascata
O fim da cascata, quando a água chega ao pequeno lago que se forma na base











Depois de ver a cascata,resolvi aproveitar que já estava bastante perto e fui visitar o Jardim Botanico.
Este jardim é o resultado de um projecto financeado pela União Europeia, e que teve por base catalogar as várias espécies existentes na flora da Ilha de São Tomé.
Existem muitas espécies de plantas e árvores medicinais, alguns espécimes que são nativos da ilha e só existem aqui, etc.
No entanto, o financiamento acabou à cerca de 2 anos e, neste momento o ardim encontra-se quase ao abandono. Consegui fazer a visita com guia mas foi quase por acaso...
 Exemplos do que se pode ver no Jardim Botanico:
O caminho até ao Jardim


 A vegetação ao longo do caminho
À entrada do parque
 As oquidias indigenas à Ilha de São Tomé: são plantas que se fixam nos troncos de outras árvores (ou em qualquer outra superficie) mas não se alimentam das mesmas, não sendo por isso parasitas. As suas raizes também não se encontram debaixo da terra, mas sim à superficie.


 Bico de papagaio femea: tem o bico para baixo
 Bico de papagaio macho: tem o bico para cima
Árvore sabão: quando houve falta de sabão na ilha, as mulheres usaram as folhas desta árvora para lavar a roupa. A folha quando macerada produz uma espuma semelhante ao sabão.















Finda a visita ao Jardim Botanico,iniciei o caminho de volta, passando pela roça Nova Moca, pertença do fabricante de chocolate/cacau/café Claudio Corrallo.Não fui de propósito à roça, simplesmente esta fica no caminho! :)
 Como já não chovia há muito tempo, ela lá resolveu aparecer e levantou-se esta névoa no meio da serra...
 A chegada à roça Nova Moca
 Alguns dos edificios da roça
Algumas das casas dostrabalhadores da roça













No caminho ficava também a roça Monte Café que, segundo a indicação do mapa, tinha para visita um museu do café. Afim de fer o dito museu, subi até esta roça. Chegada ao terreiro da roça, rapidamente se percebe que as coisas ali já estão mais mecanizadas,mais desenvolvidas. Existe também aqui uma fábrica para produção de café.
No entanto, o museu estava fechado. Não é que tenha tido o azar de ir no dia em que o museu estava fechado, é que o museu fechou mesmo. Agora, só se visita a fábrica,mas apenas em grupos organizados.
É o que se chama voltar de mãos aabanar... ou quase.
E aqui era o terreiro da roça. Quando comparado com as outras que tive oportunidade de ver, nota-se uma melhoria a nivelde instalações. Claro que é apenas uma melhoria relativa e é apenas no que diz respeito aos edificios da fábrica.
As casas dos moradores da roça eram como nas restantes roças...







Na volta, a passagem por Trindade, a segunda maior cidade de São Tomé.

Av. principal de Trindade
















E foi o passeio de Sábado, aproveitando um belo dia de sol.
Espero que gostem.
Ciao.